Amamentação reduz doenças nas mães

É "importante criar a moda de dar de mamar". E não só pelas vantagens para o bebé, mas para a própria mãe, porque reduz a incidência de certas doenças. A tese é de uma especialista em saúde materna e infantil, na Semana Mundial do Aleitamento Materno.

“Temos que criar ou pelo menos revitalizar a cultura de que amamentar é fisiológico e é bom quer para a mãe quer para o bebé. A nossa população precisa de perceber que a amamentação é boa e que importa valorizá-la”, salientou a enfermeira Fátima Monteiro, do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Braga, unidade que se associou às comemorações da Semana Mundial do Aleitamento Materno, que termina no sábado.

Segundo a enfermeira, importa promover o prolongamento da amamentação, que “infelizmente ainda fica aquém daquilo que Organização Mundial de Saúde (OMS) e UNICEF preconizam”.

A OMS recomenda o aleitamento materno exclusivo até aos seis meses de vida e a sua manutenção, com alimentos complementares, pelo menos até ao segundo ano de vida.

“Infelizmente ainda não é assim na nossa população”, lamenta Fátima Monteiro, também formadora conselheira em amamentação.

“Grande parte das mães desiste muito facilmente de amamentar, infelizmente. Muitas desistem no primeiro mês, que é o mês mais crítico e de adaptação. E, antes do primeiro ano, a grande maioria das mulheres faz o desmame”. Segundo a técnica de saúde, muitas mães não estão “preparadas para a dor, mal estar e trauma próprio” da amamentação, e também não perceberam “quais são as grandes vantagens que tem o leite materno, não só para o seu filho, mas para elas próprias”.


Além do vínculo afectivo que se promove com a amamentação, os benefícios para a mãe passam pela redução da incidência dos cancros do útero, mama e ovário e da osteoporose, podendo mesmo “funcionar como uma pílula, como um factor que impede uma nova gravidez, desde que correctamente efectuada”.

Já o bebé recebe “toda a imunidade que vem da mãe e protege-o contra a grande maioria das doenças, além de promover uma nutrição equilibrada”.

Fonte/source: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1634904